sexta-feira, setembro 02, 2011
terça-feira, abril 12, 2011
------------------------ CORAGEM II -------------------------

http://www.youtube.com/watch?v=O3r4cv2uu98
- Atenção ao Socialismo: cinco discursos na Cruz Maidan, Bombaim, Índia, 13 a 17 de Abril de 1970, Osho (Shree Rajneesh), 1984, Fundação Rajneesh, Oregon, EUA; Osho: Comunismo e fogo de Zen, (excertos de páginas 286-298 e 305);
- Palestras dadas para o Rajneesh International University de misticismo, Poona, Índia, 30 de Janeiro - 5 de Fevereiro de 1989
Logo que as religiões sejam removidas, um enorme vácuo vai ser sentido por todos. Porque estas religiões têm enchido as pessoas com sistemas de crença que são ficção mas que as ajudam a se sentir preenchidas. As religiões têm-lhes dado ideias falsas, ficções, para as consolar.
Comunismo dissolve estes sacerdotes, dissolve a religião organizada, tira todo o ópio que eles têm estado a dar ao povo. A visão de Marx não vai para além disso, mas o meu conhecimento e a minha visão são mais completos.
Marx não estava ciente de que o fenómeno completo ia mais longe que isto. Eu posso ver com mais clareza do que Karl Marx, Lenine ou Estaline.
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terça-feira, abril 06, 2010
…”CHORO E RANGER DE DENTES”…!
Pois o tema do momento, à mistura com a campanha eleitoral brasileira, é a grave crise social e económica que avassala o mundo, com reflexos particulares em Portugal e no Brasil. Parece que os correspondentes se começam a dar conta da fraude que é a democracia burguesa e da fase rapace e destruidora a que chegou o sistema capitalista. Perdidas as últimas ilusões, fica a perplexidade sobre como se caiu nesta arola e o medo de enfrentar a luta para sair dela. Transcrevo, com a devida vénia, o grito de Fábio, numa das cartas partilhadas:Entretanto, após a dizimação em massa da espécie humana, sobrarão uns poucos que poderão reconstruir uma nova civilização mais justa, mais humana e com mais respeito para com a nossa Mãe Terra. A MUDANÇA QUE ALMEJAMOS VIRÁ, MAS SERÁ COM CHORO E RANGER DE DENTES, NÃO TENHA DÚVIDA!”
Bom, que esta ameaça existe, não há dúvida. Mas há que encontrar uma solução. Claro que a saída disto será difícil e envolverá grandes sacrifícios. Resta passarmos por isto com uma mente esclarecida para que a classe dominante não possa aplicar pela terceira vez a sua receita para ultrapassar a crise do sistema, fazendo uma III guerra mundial, ainda que agora duma forma surda e subtil, mas com efeitos ainda mais desvastadores.
Assim também os povos, para seguirem a via do amor, terão que ter coragem para, atenta e calmamente ousar perceber o que se está a passar, e descobrir os instrumentos necessários para executar a operação sem retrocessos. Os políticos traidores e oportunistas em que confiaram foram necessários para espelhar as nossas convicções falsas, implantadas na nossa cabeça, Lembro que a maior parte dos governos corruptos foram eleitos por nós. Até Hitler, foi “democraticamente” eleito pelo povo do mundo ocidental mais civilizado da altura…!
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domingo, agosto 09, 2009
A seguir à publicação do artigo sobre o 25A, deu-me para revisitar aqueles locais. Publico a seguir as fotos que tirei, tentando colocar-me, o mais possível, no ponto de onde tirei as anteriores, há mais de 35 anos. Ora vejam…
Não sei se as fachadas actuais ficaram assim depois das obras de 1974, acho pouco provável, o pós-modernismo ainda só viria, em Portugal, pela mão do meu colega Taveira, uns 10 anos depois… Mas o estacionamento abafante de hoje tornaria impossível a foto de então - as calças boca-de-sino ficariam tapadas!
Já a esquina do Chiado se manteve imperturbável, as únicas coisas que terão mudado seriam os livros, na vitrina da Sá da Costa e, claro, o estacionamento automóvel!
Nesta foto, TUDO mudou, parecendo ter ficado na mesma: 80% dos edifícios visíveis na primeira foto arderam, os que agora se vêm são os reconstruídos segundo o projecto de Siza… Também o desenho da calçada desapareceu, ficando só o calcário branco.
Esta é a foto mais intrigante… Reparem: uma bala faz ricochete na parede e lasca uma esquina da cantaria da pilastra no teatro da Trindade. De onde veio a bala?
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quarta-feira, abril 22, 2009
FOGO EM ABRIL ANTES DO CHIADO

Bom, para a próxima faz-se melhor, os barretes que enfiaram ao povo português estão gastos e agora é mais fácil tirar as devidas lições!
"Não é todos os dias que se pode sair à rua no decurso duma movimentação militar, muito menos na Lisboa de 1974, com caças a sobrevoar a cidade e mensagens estranhas na rádio
Vai daí, Canon pendurada ao pescoço, passo jardim de S. Pedro de Alcântara, largo de S. Roque, rua da Trindade

Tropa, e Guarda Republicana. Preparo a foto. Um G.N.R. Vê-me. Tiro, não tiro, o G.N.R. deve ter, no mesmo segundo, pensado o mesmo, mas teve medo – via-se-lhe no rosto! Eu também tive medo, mas disparei. Ele, não
Fogo, só se for de artifício, pois há uma excitação de festa no ar. Na verdade, ouvem-se umas rajadas, e a multidão, que se vai adensando, refugia-se nos portais. O quartel do Carmo ainda não fora tomado
Há tiros reais, um deles, quase mata um dos bustos que decora o teatro da Trindade, é bem visível na parede, a uns 3 metros de altura
Mas não há pânico, ou medo, as pessoas que correm a abrigar-se fogem da chuva, para não se molharem, ou abrigam-se para não lhes cair em cima a cana do foguete. É uma festa! Os militares exibem-se para o povo, fazem as suas poses com as G-3, as “Panhards

Mais para a Baixa, as ruas estão quase desertas. Um tanque guarda o cruzamento da rua Garrett com a rua do Carmo e a rua Nova do Almada, observado pelos velhos edifícios que outro fogo, uns bons anos mais tarde, haveria de consumir!…

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quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Materialismo Dialéctico, Materialismo Histórico
O link aqui ao lado para “Materialismo Dialéctico” já há muito que lá está, algumas referências nos meus textos chamam a atenção para ele, mas agora o seu estudo tornou-se obrigatória para quem quer entender o que se passa hoje, em Portugal e no mundo. E nunca aqui a sua compreensão esteve tão fácil, dado que os acontecimentos fornecem exemplos vivos do que aí se descreve, uma vez caídas as ilusões que velavam certas ideias feitas sobre a economia liberal.
Na verdade, tirando alguns aspectos datados relativos à época da revolução russa e aos anos que a antecederam e que se lhe seguiram, facilmente identificáveis, esta obra continua actual e essencial para se perceber a sociedade de hoje e a nossa economia.
Então, vejam o que, a propósito do regabofe do TGV, estádios de futebol megalómanos e outras obras sumptuárias dos nossos governos, me escreveu uma amiga, revoltada e “envergonhada” e vejam depois a minha resposta. Quem passa o tempo a mandar-me coisas superficiais contra o Sócrates (*), que, confesso, já me começam a enjoar, arranje tempo para entrar no site e abrir cada página para ser impressa, bem lida e estudada…
Vejam então o que escreveu a “Formiguinha”:
“Assunto p. reflectir.
Neste país sem vergonha, sinto-me envergonhada e devo pertencer a uma minoria...mínima.
A um país de guerreiros, gente valente e aventureiros, a população actual deve descender apenas do ultimo grupo.
Coro de vergonha, sempre que ligo à comunicação social. Comunicação, que representa o vulcão de lama em que se transformou este país.
O Santana caiu por menos.
Os outros dois anteriores fugiram... antes que a lama rebentasse, porém ela tão gordurosa, peganhenta, mal cheirosa, teimosa, desbordou e já não é possível esconder. A geração actual está a crescer nestes valores...
Trafulhices, falta de vergonha, enriquecer a qualquer preço, ser conhecido pelas capas de revista indecorosas e ser "importante" pelas baboseiras publicadas nos jornais. Estou farta desta pouca vergonha.
Já não tenho 30 anos, nem voz, para gritar que o rei vai nu.
Mas tenho netos, para quem olho envergonhada, quando falo de ética, honestidade, princípios, futuro, e me perguntam: - para quê avó?
Ah! D. João I, nunca deverias ter existido!
E o povo continua narcotizado!
Conhecem por acaso um homem honesto que possa tomar conta do leme deste barco roto? E principalmente de mais meia dúzia que o ajudassem a governar e remar até porto seguro?
Eu não conheço, mas será bom que comecem a procurar.
O tempo urge se ainda formos a tempo! Hoje, 31 de Janeiro é data para avançar!
Formiguinha cansada e envergonhada”
…E a minha resposta:
Formiguinha,
Não te envergonhes, não é nada contigo. Pelo menos em termos morais!
Socialmente, pertencemos à classe da pequena (eu) ou eventualmente média (tu) burguesia. Esta classe, em tempos de vacas gordas, alarga-se, expande-se e deixa-se embalar por estes governos que sempre deixam escorrer algo para nos sentirmos confortáveis.
Quando as coisas começam a apertar, no entanto, os mais sérios e conscientes de nós começam a ter um certo desconforto, uma vergonha.
Mas não encaram ainda a política duma maneira suficientemente séria e profunda para entrarem em revolta.
Numa fase posterior, terão medo. Mais tarde, carências.
Aí, procurarão uma saída. Para isso, têm que encarar a política duma forma séria. Se não o fizeram já, terão que o fazer antes que seja tarde.
Porque por enquanto, ainda estão à espera que a alta finança, nacional e, sobretudo, internacional, que controla todos os media, desde a TV aos jornais e rádio lhes apresente um salvador. Mas, que salvador? O que há-de acabar com esse sistema de saque? Espera sentada, formiguinha, esse salvador nunca será um indivíduo só, será, antes uma política. E que nunca te será apresentada numa bandeja, terá que ser investigada e procurada por ti!
Pela minha parte, como sempre me interessei, acho que tenho todos os dados necessários para saber onde estou e para onde vou.
Por isso, mais uma vez insisto na oportunidade de se estudarem as 25 folhas da obra essencial "Materialismo Dialéctico, Materialismo Histórico", de José Estaline (**).
Têm medo de a ler? De ler Estaline? Então leiam em diagonal, para continuarem a nada entender, ou então...
…Leiam os discursos do Sócrates (*)!
Abraços
Álvaro
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Álvaro
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