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terça-feira, janeiro 19, 2010

A Vez de BelaBelle

Sobre a questão da compreensão dos poemas, claro que há muita maneira de um poeta se expressar. Até há poetas que jogam com a forma das letras e com a disposição delas na página… Enfim, o importante é que haja poesia…!

Mas agora ia centrar-me do questionamento que a Belle faz daquele poema do Piet Hein:

UM BRINDE

A alma pode ser mera ilusão
A mente, tão sem razão
Vamos então dar ouvidos
Ao que dizem os sentidos

Percebo perfeitamente que, lido hoje, por nós, que reconhecemos a espiritualidade e a tentamos desenvolver dentro de nós, este poema mostre um Piet Hein um bocado atrasado. Mais ainda, visto pela nossa poetiza brasileira - na verdade as raízes históricas do Brasil, em contacto com a cultura dos escravos africanos e dos povos autóctones, fazem os brasileiros muito mais abertos a coisas espirituais. Mas, atenção: O poema data de uns 40 ou 50 anos atrás!

Conforme refere Ken Wilber no texto “A Falácia Pré/Trans”, que coloquei na publicação anterior, desde o após-guerra que dominavam os materialismos no mundo Ocidental – aliás, o seu reinado apenas começou a ser contestado nos anos sessenta, com os Beatles a trazerem a Meditação Transcendental da Índia para a Europa.

Em oposição ao materialismo e existencialismo, só haviam as religiões bíblicas, com o seu obscurantismo e conivência com o poder, muito justamente rejeitados pela intelectualidade e pelos cientistas …

Então, o admitir que a alma “pode ser mera ilusão”, naquele tempo, só demonstra que Piet Hein ESTAVA AVANÇADO NO SEU TEMPO, pois não rejeitava liminarmente a sua existência…!

A agora, para terminar, aqui vão mais uns poemas de Piet Hein traduzidos por mim:

THE ETERNAL TWINS

Taking fun
As simply fun
and earnestness
In earnest
Shows how thoroughly
Thou none
Of the two Discernest.

OS ETERNOS PARES

Ver no rir, só a risota
e o sério, apenas gravemente
Só uma coisa denota:
Compreensão deficiente

THE ROAD TO WISDOM

The road to wisdom? -- Well, it's plain
And simple to express:
Err
And err
And err again
But less
And less
and less.

O CAMINHO PARA A SABEDORIA

O caminho para a sabedoria? – Em português
Explica-se bem nestes termos:
Erra
E erra
E erra outra vez
Mas menos
E menos
E menos...

ON PROBLEMS

Our choicest plans have fallen through,
Our airiest castles
Tumbled over,
Because of lines
We neatly drew
And later neatly
Stumbled over.

SOBRE OS PROBLEMAS

Os nossos melhores planos falhámos
Os mais belos castelos derrubados
Porque nas linhas que muito bem traçámos
Ficaram nossos pés embaraçados


Para a próxima, responderei ao nosso amigo Giovanni, esperando que continue assíduo no meu blog e vigilante…

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Para Belle e Giovanni

É fantástico! Estava eu ocupado a escrever um texto de resposta às questões suscitadas pela poetiza Belle, no comentário ao meu texto sobre Piet Hein, quando o Giovanni me apanhou na curva, numa errada referência a Ken Wilber no meu último texto sobre sexualidades, o que me obrigou a colocar no referido texto, uma chamada de correcção e um link para um texto de Ken Wilber explicando a questão da “Falácia pré/trans”. Pretendendo rapidamente dar a mão à palmatória, quis também publicar aqui uma tradução para português desse texto.

Se eu misturasse os dois assuntos, aparecia a amiga Aldina a comentar, com a sua mente de engenheira, que os assuntos nada tinham a ver um, com o outro. Teria, portanto, de fazer duas “postagens” diferentes…
Ponho-me a traduzir e não é que muito do que eu queria responder à poetisa Belle pode inferir-se do texto de Ken Wilber?
De facto, tudo está relacionado com tudo…!


Vou colar a seguir a tradução. Mais tarde, vou intercalar no texto uns bonecos. Não têm nada a ver com o texto, são só para guiar os que me lêem em diagonal. Os que me lêem com atenção, por favor, apreciem os bonecos depois da leitura.





A Falácia Pré/Trans

Texto transcrito de SEXO, ECOLOGIA E ESPIRITUALIDADE, por Ken Wilber

© 1995, 2000 por Ken Wilber. Por acordo com Shambhala Publications, Inc., Boston, www.shambhala.com

Traduzido do inglês, por Álvaro Costa

Desde que comecei a escrever sobre as diferenças entre estados de consciência pré-racionais (ou pré-pessoais) e estados trans-racionais (ou transpessoais) – sobre o que chamei de falácia pré-trans – fui ficando cada vez mais convencido da importância crucial da sua compreensão para se apreender a natureza de estados de consciência mais elevados (ou profundos) ou verdadeiramente espirituais.

A essência da falácia pré/trans é em si própria, bastante simples: Uma vez que os dois estados, pré-racional e trans-racional são, cada um ao seu modo, não-racionais, parecem semelhantes ou, mesmo, idênticos aos olhos dos leigos. E uma vez que se confundem estes dois estados, ocorre uma das seguintes falácias:

Na primeira, todos os estados superiores e trans-racionais são reduzidos aos estados inferiores ou pré-racionais. Experiências autenticamente místicas ou contemplativas, por exemplo, são vistas como uma regressão ou recuo aos estados infantis de narcisismo, indiferenciação oceânica, indissociação e até autismo primitivo. Por exemplo, é precisamente este o caminho seguido por Freud em O Futuro de Uma Ilusão.

Nestas descrições reducionistas, a racionalidade é o grande ponto final do desenvolvimento individual e colectivo, o ponto mais alto da evolução. Não é suposto existir nenhum contexto superior, mais largo ou profundo. Portanto, a vida é para ser vivida ou racional, ou neuroticamente (o conceito freudiano de neurose é, basicamente, de tudo o que se afaste do aparecimento da percepção racional – verdade, em si, mas que não vai longe). Uma vez que não se concebe como real, ou de facto existente, nenhum contexto mais elevado, sempre que ocorre uma ocasião genuinamente trans-racional, ela é imediatamente explicada como uma regressão às estruturas pré-racionais (uma vez que não se admitem outras estruturas não-racionais, essas são as únicas que aceitam uma hipótese explanatória). O superconsciente reduz-se ao subconsciente, o transpessoal cai no pré-pessoal, a emergência do superior é reinterpretada como uma irrupção do inferior. Todos respiram de alívio quando o mundo racional não é abalado nos seus fundamentos (pela “maré negra do ocultismo” tal como Freud erradamente explicou a Jung).

Por outro lado, se se simpatiza com estados mais elevados ou místicos, mas se ainda se confundem estados pré com trans, então vai-se elevar todos os estados pré-racionais a uma espécie de glória transracional (o narcisismo primário infantil, por exemplo, é visto como um abandono inconsciente na comunhão mística). Jung e os seus seguidores, claro, seguiram por aí muitas vezes e viram como sendo estados profundamente transpessoais e espirituais meros estados indissociados e indiferenciados, sem nenhuma espécie de integração.

Na posição elevacionista, a união trans-racional e transpessoal é vista como o Ponto Magno, e uma vez que a racionalidade egóica tende de facto a negar este estado superior, então apresenta-se a racionalidade egóica como o ponto mais baixo das possibilidades humanas, como uma inferiorização, como a causa do pecado, da separação e da alienação. Quando se vê a racionalidade como o ponto mais baixo, como o grande Anticristo, então, qualquer coisa não-racional é projectada para cima e indiscriminadamente glorificada como caminho directo para o Divino, incluindo-se aí muito do que é infantil, regressivo e pré-racional: Qualquer coisa que liberta da malvada e céptica racionalidade. “acredito porque é absurdo” (Tertullian) – Este é o grito de guerra elevacionista (uma linha profundamente recorrente em todos os Romantismos).

Freud era um reducionista, Jung, um elevacionista – os dois lados da falácia pré/trans. E a questão é que ambos estão meio certos e meio errados. Grande parte das neuroses são de facto fixações/regressões a estados pré-racionais, estados que não têm nada de glorioso. Por outro lado, estados místicos existem de facto, para além (não abaixo) da racionalidade e esses estados não são para reduzir.

Durante a maior parte da era moderna recente e, de certeza, desde Freud (e Marx e Ludwig Feuerbach), a posição reducionista relativamente à espiritualidade prevaleceu – Todas as experiências espirituais, não importava quão elevadas pudessem de facto ser, eram interpretadas como simples regressões aos modos primitivos e infantis de pensamento. Contudo, como se em reacção exagerada a isso tudo, estamos agora, e temos estado desde os anos sessenta, a gerar várias formas de elevacionismo (como fez, por exemplo, mas não só, o movimento New Age). Toda a espécie de acções, seja qual for a sua origem ou autenticidade, são simplesmente elevadas ao esplendor trans-racional e espiritual, e a única qualidade necessária para esta maravilhosa promoção, é que essa acção seja não-racional. Tudo o que é racional, é errado, tudo o que é não-racional é espiritual.

O espírito é, de facto, não-racional; mas é trans, não, pré. Transcende mas inclui a Razão; não a faz regredir nem a exclui. A Razão, como qualquer estádio particular da evolução, tem as suas próprias (por vezes devastadoras) limitações repressões e distorções. Mas, como vimos, os problemas de um determinado nível, resolvem-se no nível de desenvolvimento seguinte; Não se resolvem voltando ao nível anterior, onde o problema seria simplesmente ignorado. E é assim com as maravilhas e terrores da Razão: ela traz muitas novas capacidades e soluções, introduzindo, ao mesmo tempo, os seus problemas específicos, problemas resolvidos apenas pela transcendência para níveis superiores e trans-racionais.

Muitos movimentos elevacionistas estão, infelizmente, não para além da Razão, mas abaixo dela. Acham que são, e assim se anunciam, escaladores da Montanha da Verdade; quando, parece-me a mim, apenas escorregaram, caíram e estão a deslizar rapidamente encosta abaixo e chamam à louca corrida descendente pela encosta da evolução “entrar em êxtase”. À medida que o chão se aproxima deles a uma velocidade mortal, têm a lata de apresentar esta trajectória de colisão com o chão como o novo paradigma da transformação mundial que se aproxima, e lamentam os que ficam a ver a sua queda eminente como quem vê um choque em cadeia na Auto-estrada, e abanam a cabeça tristemente, por verem que declinamos a entrada nessa sua aventura. O verdadeiro êxtase espiritual, de dimensão infinita, fica no cimo dessa colina, não lá em baixo.

[Nota: Encontra-se uma descrição mais detalhada da falácia da pré/trans no livro Eye to Eye.]

sábado, outubro 10, 2009

Ainda mais elucubrações…

Pois então, assente o que elucubrei (!) No texto anterior, há que tirar consequências: Se tudo o que é circunstancial se repete uma infinidade de vezes (e, porque não, com uma infinidade de variantes próximas), poderei dizer que existe um Álvaro (igual a mim) que ganhou um Euro milhões, outro, que ganhou um Totobola, outro que é campeão de golfe…
Ou seja, todas as possibilidades e suas combinações existem de facto algures no tempo e no espaço infinitos. Voltando acima, e não é que aquelas hipóteses me interessem muito, mas escolho, por exemplo um Álvaro que viaja pela Índia, coisa que eu, agora, gostava de facto, de fazer. Esse Álvaro igual a mim (diferente, porque vai à Índia, só nisso) de certeza que existe. Interessa-me, como posso ser ele?
Os filósofos, como o Ken Wilber, que têm “trabalhado” na ponte entre a Ciência e a Espiritualidade, entre o Materialismo e o Misticismo, negam que alguém possa construir a sua própria realidade, o que se revela uma barreira que essa “ponte” ainda não pode transpor. Porquê?
Será que essa ponte segue por um caminho errado? E que tal seguirmos o caminho das minhas elucubrações, em que a realidade não se constrói, porque JÁ ESTÁ TODA CONSTRUÍDA, apenas precisamos de saber saltar para a realidade mais favorável que o nosso espírito permite gerir?
Fiquem a meditar nisto e digam qualquer coisa, eu estou tão baralhado quanto vocês…

terça-feira, setembro 29, 2009

De Volta Àquela Elucubração

A minha amiga Aldina quer organizar os meus temas, acha-me disperso...!
Claro, uma engenheira tinha que pensar assim! Benditos engenheiros, que fazem tantas coisas boas para nos facilitar a vida - até dão estrutura às casas malucas que os arquitectos projectam...

Mas, como já expliquei, isto é um diário MEU, feito à minha, talvez dispersa e enviesada, maneira de pensar. Na verdade, onde a Aldina vê dispersão, eu vejo ligações que é preciso reforçar. Para mim, os temas são todos conexos... Deixo-lhes o exercício de procurarem essas ligações, se eu as encontro, vocês também as encontram, se procurarem. Garanto-lhes que elas estão lá!

Bom, agora, vou voltar a uma das "REFLEXÕES" anteriores e apresentá-la com nova reformulação, talvez mais "à engenheiro". Se tiverem paciência para ler com atenção, enfim, dispostos a partir um pouco de pedra até, avancem. Talvez até eu acabe para colocar aqui mais uns bonequinhos para os outros se entreterem a ler em diagonal, mas por hoje, colo apenas o texto, puro e duro. Aqui vai:


Tudo o que existe no mundo real é circunstancial; Cada fenómeno depende de um conjunto de circunstâncias identificáveis e não identificáveis.
O número de circunstâncias identificáveis, isto é, de que os seres humanos se podem aperceber detectando-as e caracterizando-as (ainda que munidos de instrumentos especiais de análise), é geralmente muito grande, enorme, mas em número finito;
A probabilidade (Pf) de ocorrência de cada fenómeno calcula-se multiplicando a probabilidade de ocorrência de cada circunstância que o determina, A fórmula será esta:

Pf = P1 x P2 x P4 x … x Pn

e como cada probabilidade é sempre um número menor que a unidade, o seu produto resulta num número muitíssimo pequeno…
No entanto, se entendemos o mundo real como infinito, no tempo e no espaço, e estando continuamente a gerar conjuntos de circunstâncias, a probabilidade (P) de repetição da ocorrência de cada fenómeno é calculada adicionando, em cada uma dessas "jogadas", a probabilidade do mesmo conjunto de circunstâncias e subtraindo o respectivo produto. Assim:

P = (P1 + P2 + P3 + P4 + … +Pn) – P1 x P2 x P3 x P4 x … x Pn

O primeiro factor do cálculo vai sempre crescendo com o número de "jogadas", tendendo para 1, e o segundo factor, a subtrair do primeiro, diminui com o número de repetições, tendendo para zero. Ou seja, a fórmula, quando as repetições tendem para infinito, tende para 1.
Ora, no cálculo de probabilidades, o valor 1 representa a certeza e o zero, a impossibilidade. Portanto, concluímos, pela análise da tendência daquela fórmula num número infinito de repetições, que um fenómeno do mundo real, infinito no tempo e no espaço, repete-se uma infinidade de vezes, independentemente da sua complexidade!...

Já pensou então que no universo real existe uma infinidade de pessoas iguais a você? E que nesse universo existe uma infinidade de pessoas parecidas consigo, ou seja, que se podem confundir com você, mudando apenas as roupas, ou a história de vida, ou o estado físico?

Então, afinal, quem é você? Já pensou que a pessoa que iniciou a leitura deste pequeno texto já não é igual à que você é neste momento, pois nesse lapso de tempo mudaram as suas circunstâncias de vida, o seu estado físico?

quinta-feira, julho 12, 2007

REFLEXÃO IV

Agora é a vez da Marcinha:
Quando digitamos o código do nosso cartão Multibanco, confiamos nas possíveis 10.000 combinações. No entanto, as hipóteses de perdermos ou de nos roubarem o cartão, conjugadas com as de quem, tendo-o na mão, o usa digitando um número aleatório e acerta, como se podem quantificar? Serão de uma em dez milhões ou mais, mas, seguramente, muitíssimo maiores do que a de esbarrarmos na rua com o nosso clone exacto…! Quer dizer q a Marcinha vai a correr tirar o dinheiro do banco e escondê-lo debaixo do colchão?

E quem diz que a impressão digital é única? Acaso já testaram todas as impressões digitais de todos os seres humanos que existem, existiram e existirão?

No fundo, estamos a falar no plano prático. Os parâmetros definidores dum ser humanos poderão, de facto, ser infinitos, pois dentro de cada célula, de cada nossa molécula, de cada átomo, poderão existir universos completos de outra dimensão, com estrelas, planetas, enfim, como as caixas de bonecas russas, umas, dentro de outras, dentro de outras, ad infinitum….
Portanto, aí, na fórmula estatística, teríamos infinito sobre infinito, o que não dá zero, dá um indeterminação.

Mas no mundo real, usando apenas os parâmetros do observador normal, ainda que munido de microscópios poderosos, teríamos sempre um número finito de parâmetros, o que dá zero, na fórmula estatística. Ou seja, os clones de que falo, seriam, em rigor, diferentes ou indeterminados, num plano espiritual, infinito, mas iguais, no plano físico, prático, humano…
Espero que tenha deixado claro em que planos acho que podemos dizer que cada ser humano é único e irrepetível ou que é apenas apenas mais um no meio de uma infinidade de outros iguais.

Curioso, meus amigos, vocês são seres cuja função aqui é despertar em mim mais elucubrações que podem não ser minimamente aquelas que vocês vêm levantar…
O Manel, por exemplo, com o seu comentário meio brincalhão, fez-me formular a hipótese do espírito ir buscar algures no espaço e no tempo infinito os nossos fac-similes e alinhá-los numa história de vida, definida pelas sucessivas decisões que vamos tomando…

Agora a Marcinha, com a mais simples questão que levantou, no comentário à “Reflexão II”, ajuda-me a resolver uma fragilidade insuspeitada na minha tese que me persegue desde que a postei, como um fantasma monstruoso: Será que, de certeza, existe algures, no tempo ou no espaço, um Álvaro de três cabeças?

Pergunta ela no seu comentário:
aproximar-se de 1 não é igual a 1, não é mesmo?”
O que significa um valor de inteiro (por maior que seja) sobre infinito tender para zero? Qualquer valor de parâmetros que se determine será dividido por infinito, dando zero. Mas TEM QUE SE DETERMINAR esses parâmetros antes de afirmar que dá zero. E isso é importante, pois se o valor fosse zero, sem mais, poderíamos afirmar que, de certeza, existirá algures, no tempo e no espaço infinitos, um Álvaro igual a mim mas… com três cabeças! Para fazer esse teste, tínhamos primeiro que determinar os parâmetros desse homem e, como a natureza, pela sua própria lógica de funcionamento, não pode criar homens com três cabeças, não saberíamos determinar o valor a colocar no numerador daquela fórmula, daí, não a podermos aplicar, não podendo afirmar de certeza que existe um Álvaro com três cabeças…

…Ufa! Que susto! Agradeço então à Marcinha por ter posto aquela questão, pois ajudou-me a libertar-me deste pesadelo horrível!

...E a Alexandra também despertou em mim outro verme elucubrador… Veremos isso talvez na próxima postagem.