sábado, julho 24, 2010

RETROVERSÕES!

…E agora, uma experiência de poesia: Retroversão! Gostava de saber a vossa opinião. Querem comentar?

O meu amigo João Gonçalves - procurem-no aqui:
http://www.chaosobral.org/index_pt.htm
E aqui:
http://permaculturaportugal.ning.com/profile/JoaoGoncalves
Apresenta-me uns versos dum poeta popular da sua terra – José Ramiro - e pergunta-me: “como se diz em inglês?”

DESGARRADA DE OUTROS TEMPOS

Já que és tão poeta,
Até no cantar tens proa!
Diz-me lá em cantigas
Quantas ruas tem Lisboa?!

Tem dezoito ao comprido,
Dezanove a atravessar!
E tu diz-me em cantigas,

Quantos peixes há no mar?!

Os peixes que há no mar,
Muitos vão beber ao fundo!
E tu diz-me em cantigas,
Quantos homens há no mundo!

Os homens que há no mundo,
Nem todos usam chapéu!
Diz-me lá tu em cantigas
Quantas estrelas há no céu?!


As estrelas que há no céu
Não as vou contar lá'cima!
Diz-me tu diz-me em cantigas
Quantos dentes tem a lima?!

Os dentes que tem a lima
Também os tem o limão!
Diz-me lá tu em cantigas
Se o amor me quer ou não?!

José Ramiro
http://www.chaosobral.org/hlcdomeuchao.htm

… A minha resposta :
Camarada João:
Aqui vai uma interpretação rimada, tão próxima do texto original quanto me foi possível...

A SINGUING DUEL

Since you’re a poet, come on,
Tell me, if you are aware,
By singing, In Lisbon
How many streets are there?!

Length-wise, it has eighteen
And across, nineteen streets!
And you tell me singing,
How many fish in the seas?!

The fish in the sea, swimming
Many will drink deep below!
And you tell me there, singing,
How many men in the world?!


The men in the world, living
They all one day will die!
Now tell me there singing
How many stars in the sky?!

How many stars in the sky?
You tell me by singing, fast,
Since I’m not going up that high!
How many teeth has the rasp?!

It has the same number
As a lemon, that’s my thought!
Now sing me, to this, your answer
Does my love loves me or not?!

O João parece que gostou, e volta ao ataque :
“Camarada Álvaro
Está uma rima bem jeitosa ...tenho de lhe enviar mais, não posso desperdiçar o seu talento,
agora uma bem complicada aqui:”

NUMA MATANÇA DO PORCO

Contam esta no meu Chão:
Num lugar quase vizinho,
Numa matança do porco,
Foi só homens "sem caminho"!

Nem viram fugir o porco,
Quando o iam prender!...
Mas aguardente com mel,
Souberam eles beber!...

Procuravam-no com a mão,
- No escuro do curral.
O dono cai no chão.
Um lá deu co'animal...


O da corda põe-lhe o laço,
- Mas focinho, achou pouco...
Dá o dono em gritar:
"Larguem-me, não sou o porco!!"

…E eu desenrasquei-me assim:

A HOG SLAUGHTERING PARTY

In my place they tell this story
In a village not far from me
There went unwise men only
To this local Winter party

Neither saw the hog flee
When they should tie it properly! ...
But spirits with honey,
They knew how to drink plenty! ...
Looking for it by touch, blindly

In the dark shed, with difficulty,
The owner falls on the floor, slippery.
An animal was caught finally...
The rope man ties it up, promptly

But snout, felt by touch, strangely
Seemed not as big as should be
Cries the owner franticly:
“I AM NOT THE HOG - RELEASE ME!!"

Que acham?

Álvaro

Enviar um comentário